quinta-feira, 2 de agosto de 2012

3º Sarau Cultural
04/08/12 – 19h
No PUB68
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Ardendo de inveja da beleza de Psiquê, Afrodite ordenou a seu filho Eros que a fizesse apaixonar-se pela mais feia e desprezível das criaturas, mas Eros (ou Cupido), tomado de amor por Psiquê, levou-a para um palácio suntuoso, onde a visitava todas as noites, na escuridão. Sua única exigência era que ela nunca tentasse ver-lhe o rosto. Instigada por suas irmãs, ela quis, numa noite, identificar seu amante adormecido. Ao perceber que era o próprio Amor, ficou perdidamente apaixonada, porém uma gota de óleo da lâmpada caiu no ombro de Eros, despertando-o. Ele desapareceu e o romance ficou a descoberto. Para obter o perdão de Afrodite, Psiquê trabalhou como escrava, cumprindo diversas tarefas consideradas impossíveis. Finalmente, apaziguada, a deusa Afrodite perdoou os dois e permitiu a união. Psiquê é alma humana em sua luta para reencontrar a felicidade, o gosto pelas coisas. Mas o mito deixa implícitas duas advertências: aquele que se entrega totalmente ao amor está condenado a perder-se; e aquele que tenta descobrir o que é o amor com olhos que não sejam o do coração corre o risco de perder o amor. Perdê-lo em sua essência, que não pode ser traduzida em palavras: falar sobre o amor é incorrer neste último risco.
(Mitologia Grega).

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